Constituição da Bolívia prevê nova eleição em 90 dias; entenda como pode ser sucessão de Evo Morales

Constituição da Bolívia prevê nova eleição em 90 dias; entenda como pode ser sucessão de Evo Morales

A renúncia de Evo Morales neste domingo (10) deixou um vácuo de poder na Bolívia. Ele abriu mão do poder acompanhado de seu vice, Álvaro García Linera, e de diversas outras autoridades – e até esta segunda-feira (11) ninguém tinha sido designado como substituto interino.

O afastamento de Evo Morales ocorreu depois de uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) informar que houve fraude nas eleições presidenciais de 20 de outubro, nas quais o então presidente foi eleito para seu quarto mandato.

Neste domingo, ele chegou a concordar com a realização de um novo pleito, mas acabou renunciando horas depois.

Quem assume a presidência agora?

A segunda vice-presidente do Senado boliviano, Jeanine Añez, durante entrevista coletiva no Congresso, em La Paz, na segunda-feira (11) — Foto: Reuters/Manuel Claure

A segunda vice-presidente do Senado, a opositora Jeanine Añez, reivindicou o direito de assumir interina e provisoriamente a presidência da Bolívia.

“Ocupo a segunda vice-presidência e na ordem constitucional me corresponderia assumir este desafio com o único objetivo de convocar novas eleições”, afirmou Añez em uma entrevista ao canal Unitel.

A Constituição prevê que a sucessão começaria com o vice-presidente, Álvaro Garcia, depois passaria para a presidente do Senado, Adriana Salvatierra, e por fim para o presidente da Câmara dos Deputados, Victor Borda. Mas todos eles renunciaram com Evo Morales, assim como o vice-presidente do Senado, Rubén Medinacelli.

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